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Maradona X Sociedade Esportiva Locomotiva

Los Cebollitas (Apelido das categorias de base do Argentinos Juniors para a geração nascida em 1960) foi o primeiro time de Don Diego Armando Maradona, quando ainda era criança pequena lá nas periferias xexelentas de Buenos Aires e “jugava pelota” em campinhos meia-boca-júniors.


Don Dieguito disputava jogos contra “niños más grandes” e subiu para o time principal do Argentino Juniors quando tinha apenas 15 anos.


Em 1977, com apenas 16 anos, foi convocado para seleção nacional pela 1ª vez , mas foi cortado às vésperas da Copa do mundo na Argentina de 1978, pelo técnico César Menotti que o considerava muito moleque e emocionalmente imaturo para integrar o grupo que viria a ser campeão do mundo.


Menotti vacilou feio, pois se fosse para utilizar este critério para convocações, deixando de lado os jogadores “moleques” e/ou “imaturos emocionalmente”, iria faltar jogadores para montar as seleções. No Brasil, Neymar, entre tantos outros, seria descartado por sua “molecagem” e o futebol seria um esporte mais feio que sapato de padre ou gravata de pastor.


Mas, se os argentinos já consideram que Maradona foi melhor que Pelé (blasfêmia!) e o consideram um "deus" com direito a igreja e tudo, já pensou se ele tivesse jogado a Copa de 1978 com a mesma idade que o Rei Pelé jogou a Copa de 1958?


Maradona foi um craque marrento, seboso, encardido e maradonalmente espetacular.


Ê ô ê ô, Maradona é um terror!


Se Deus é brasileiro e Maradona é “deus”, logo, Maradona é brasileiro? Imagine a nossa Super Seleção de 1982 com o reforço do Dieguito? Zico toca para Falcão, que toca para Sócrates, que toca de calcanhar para Maradona, que dribla o zagueiro da Itália e chuta e goooooooool do Brasil!!! Maradona empata a peleja em 3 a 3 e classifica o Brasil para a Semifinal… (Quer apostar que vai ter entendidos em futebol que vão achar que Maradona não teria lugar na Seleção de 82?)


Enquanto isso, bem longe de Buenos Aires e ainda mais longe das Copas do Mundo e ainda muito, mas muito mais longe do futebol-arte, um moleque comprido que jogava na zaga porque seu pai e treinador Armandão dizia que “destruir é muito mais fácil que construir”, eu iniciava minha modesta carreira futebolística entre campeonatinhos de futebol de salão no Clube 28 e futebol suíço no Country (leia-se cáutri) de Apucarana. 


Num desses campeonatinhos do Country, entre times como Flamengo (Coqueluche da época por causa do Zico e Cia), Palmeiras, Vasco, São Paulo, Corinthians e Santos, fui parar no BANGU… Putz Grilis! Bangu??? Tudo bem que o time de Moça Bonita revelou o Divino Ademir da Guia, mas eu estava muito longe de ser divino no futebol. A escalação do esquadrão alvi-rubro? Lembro-me do Alexandre Fróes, Marcel Yoshi, Luciano Gordini, Maurício Meister, Valdez Stabile e eu com a número 6.


Alguns anos mais tarde, junto com Fróes e a “piázada” do Colégio Canadá, fundamos a S.E.A. – Sociedade Esportiva Atlântica. Nossa “casa” era o campo do Batalhão da Polícia Militar e íamos para lá de camburão. É sério! O pai do Fróes era Coronel da PM e mandava a Kombi-Camburão pegar a molecada para ir jogar bola. Tinhamos até jogo de camisas, o que era raríssimo para os times infantis da época, ainda mais se considerarmos que não havia um adulto coordenando. E a camisa era igual a da seleção argentina…


Outra Copa mais tarde, outra turma de não-tão-moleques-assim fundou a Sociedade Esportiva Locomotiva: o 2º time mais desgraçado a pisar em gramados norte-paranaenses. O técnico (técnico?) jamais conseguiu repetir uma escalação e todo sábado era um inferno ficar ligando na casa dos caras para implorar para irem jogar bola.


O que esperar de um time com uma escalação tão lazarenta: Marreco, Cachaço, Mô, Sapo, Angústia, Topisto, Kalunga, Bahiano, Pirassol, Saco e Caveira? Putz… O Angústia era o nosso lateral esquerdo e vivia caindo ou tropeçando na bola.


Se fosse possível imaginar um jogo entre os CEBOLLITAS de Maradona versus o LOCOMOTIVA: Além da goleada histórica para o lado argentino, só consigo imaginar o Sapo tentando dar uma voadora no pescoço do Maradona, o Caveira xingando o juiz (e nem precisa de juiz para o Caveira xingar) e o Angústia levantando o calção, que não cabe na sua bunda, após ter tropeçado na bola : Tá lá um corpo estendido no chão… O Angústia caiu de novo!

 

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